Na madrugada em que o vento brando fazia as flores do prado roçarem umas nas outras, dando a impressão de sussurrarem baixinho, Luísa sentiu a primeira contracção. Estendida na cama, chorava lágrimas secas e contorcia o corpo engelhado. Luísa abriu espontaneamente as pernas como um pássaro abre as asas. O suor calcinava-lhe a alma e as longas expirações debilitavam-lhe os sentidos. Pelos lençóis imaculados escorriam riachos de sangue e sucos lânguidos de dor. Junto ao ouvido, sentiu, novamente, o sopro do homem que se ergueu nu no topo do relógio gigante, segurando na mão uma cruz de madeira. Avistou ao fundo da cama a criatura pequena e frágil, com orelhas entrançadas e seios descaídos. Luísa juntou as mãos em sinal de oração e relembrou o caixão dourado. Depois de várias horas de trabalho de parto, Luísa cerrou os olhos e aconchegou o morto.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A música da morte (quando os que ouvem são surdos...)
Na noite que antecedeu o concerto, o maestro estava estranhamente bem disposto, apesar do receio de ser visto. Sentou-se na última mesa junto à casa de banho e pediu um whisky à empregada que calçava uns saltos altos desbocados e transparentes. Começava a questionar-se se teria tomado a decisão certa ao convidá-lo para tomar um copo. Enfim, pensou, já não há nada a fazer. Quando o viu entrar no estabelecimento, levantou o braço e acenou-lhe com a mão.
- Para mim a obra de um poeta e de um maestro encerram em si a mesma verdade suicida. Nunca o que o poeta escreve é o que é, a ideia posteriormente visível será sempre e inevitavelmente uma mancha desfocada. A verdade é só mais uma forma de camuflagem – defendeu o maestro.
- A verdade é clara e transparente como a água. Já o homem é a peça que se deixa emaranhar pela teia confusa do pensamento.
- Mas para um maestro é impossível conseguir exteriorizar as notas que tocam na sua cabeça da forma mais pura; as palavras são vagas para uma ideia que é firme no seu estado mais puro e, da mesma maneira que aquilo que um poeta escreve pode ser interpretado de infinitas maneiras, o mesmo se passa com um maestro.
- - -
Desde pequeno que o maestro sofre de insónias. Na altura, os pais consultaram todos os médicos da cidade, até os mais conceituados, mas nenhum foi capaz de lhe diagnosticar qualquer patologia. Com 41 anos, o maestro ainda se lembra com alguma regularidade dos pesadelos que o costumavam assolar em miúdo. Então o garoto enroscava-se nos lençóis de flanela borbotados e ficava horas de olhos presos no tecto, pedindo a Deus para não adormecer. Mas este nunca respondia ao seu pedido e, ao acordar, o maestro sentia-se envergonhado por ter molhado mais uma vez a cama.
- Para mim a obra de um poeta e de um maestro encerram em si a mesma verdade suicida. Nunca o que o poeta escreve é o que é, a ideia posteriormente visível será sempre e inevitavelmente uma mancha desfocada. A verdade é só mais uma forma de camuflagem – defendeu o maestro.
- A verdade é clara e transparente como a água. Já o homem é a peça que se deixa emaranhar pela teia confusa do pensamento.
- Mas para um maestro é impossível conseguir exteriorizar as notas que tocam na sua cabeça da forma mais pura; as palavras são vagas para uma ideia que é firme no seu estado mais puro e, da mesma maneira que aquilo que um poeta escreve pode ser interpretado de infinitas maneiras, o mesmo se passa com um maestro.
- - -
Desde pequeno que o maestro sofre de insónias. Na altura, os pais consultaram todos os médicos da cidade, até os mais conceituados, mas nenhum foi capaz de lhe diagnosticar qualquer patologia. Com 41 anos, o maestro ainda se lembra com alguma regularidade dos pesadelos que o costumavam assolar em miúdo. Então o garoto enroscava-se nos lençóis de flanela borbotados e ficava horas de olhos presos no tecto, pedindo a Deus para não adormecer. Mas este nunca respondia ao seu pedido e, ao acordar, o maestro sentia-se envergonhado por ter molhado mais uma vez a cama.
Quando entrou para a escola, a expressão cabisbaixa e os gestos delicados enterneciam a professora mais rígida. Entre os colegas de turma, era conhecido como o maluquinho do fato azul, aquele que se senta no último lugar do meio e permanece calado, entretido com o vazio. Os professores raramente o confrontavam com alguma pergunta ou observação pois tinham ordens para não o incomodar. Os colegas, por outro lado, faziam questão de expressar a sua maldade, ora atirando-o para o caixote do lixo, ora escavacando-lhe os óculos côncavos, ora apontando-lhe o dedo sempre que o viam chegar à escola com aquele fato azul fora de moda. Mas, enquanto subia vagarosamente a escadaria principal do edifício escolar, o menino parecia nunca se importar.
Aos 21 anos, ainda a estudar no Conservatório de Música, o maestro actuou, pela primeira vez, num teatro municipal, a convite da Sociedade das Artes Musicais. Na altura, a pele acinzentada e a expressão cadavérica garantiam-lhe alguma notoriedade no meio. Andava sempre acompanhado por uma pasta preta, onde guardava com cuidado as partituras, e eram raras as vezes que falava sem gesticular as mãos. Quando as cortinas vermelhas desvendaram o palco, o maestro desabrochou os braços e errou a primeira nota. E a segunda e a terceira. À quarta nota, inspirou fundo e pediu ao cravista que subisse de tom. E depois ao violoncelista, ao harpista, ao barítono e ao soprano, até que todos se fundiram numa só nota levando à exaltação do público que aplaudiu de pé o maestro. No final, vergou as costas e baixou a cabeça, desolado.
O dia do Concerto da Primavera chegara finalmente. Com a vinda da Primavera, a cidade vestira-se de cor e luz. As raparigas apressaram-se a tirar os vestidinhos amarelos do armário; as serpentinas de papel e os longos tapetes de flores estendidos na calçada deliciavam os pezinhos descalços das criancinhas que brincavam à cabra-cega.
Mas no dia do concerto, o maestro levantou-se carrancudo. Fechou-se durante alguns minutos na casa de banho e masturbou-se em frente ao espelho, esbracejando convictamente a música que tocava algures na sua memória, nota a nota, ritmo a ritmo, os tempos e os silêncios.
Sempre que dava um concerto, o maestro recusava-se a usar a batuta que usara no concerto anterior. Ao terminar um espectáculo, ouvia desinteressado a ovação do público e dirigia-se o mais rapidamente possível para o camarim. Aí, apressava-se a deitar a batuta usada no lixo e a sair discretamente do edifício.
Para o músico, a ideia de um concerto perfeito passava por este ser capaz de destruir o conteúdo falso dos espectadores, deixando-os atordoados, a suar e a gemer silenciosamente por dentro. Era esta força de destruição que o maestro evocava sempre que entrava em palco: uma força capaz de aproximar o público da morte através de uma experiência tão atroz que os deixasse desarmados perante a vida.
Ainda assim, era esta busca por algo que não existia que dava sentido à existência do maestro. Conferia-lhe forças para continuar, ainda que a consciência dessa verdade fosse cada vez mais dolorosa.
Terminado o ritual em frente ao espelho, o músico vestiu agilmente umas calças de bombazina e uma t-shirt gasta na gola e saiu de casa sem tomar o pequeno-almoço.
O sol-posto anteviu o início do espectáculo que celebrava a chegada da estação mais florida do ano. Os últimos a chegar apressaram-se a sentar nos respectivos lugares e as rapariguinhas vestidas de amarelo cruzavam as suas pernas de seda chamando a atenção dos rapazolas mais atrevidos.
A iluminação do palco e a entrada dos músicos geraram o emudecimento da plateia. As notas serenas da harpa e do violino abriram o concerto durante alguns segundos. Os braços do maestro acariciavam o ar dançante e transportavam o público para um estado de leveza e nostalgia, aliciante até para os mais novos. Semelhante a uma linha que segue direcções sinuosas, para cima e para baixo num movimento quase imperceptível, a música do maestro convocava a presença de uma energia incorpórea que esmagava o coração daqueles que a ouviam. Abriu espaço a uma inebriante fraqueza que amoleceu o espírito e convocou a morte. Com o avançar da melodia, os espectadores começavam a encerrar-se em si, calcando a euforia da música que toca já longe. Com todos os olhos postos no apogeu máximo da ópera, embriagada pelo corpo ondeante do maestro que accionava ferozmente a música do seu coração, os espectadores caíram em uníssono no chão. Os corpos ainda lúcidos estavam quentes e exsudados, afogavam-se vagarosamente no seu próprio suor, como se um mar de esperma tivesse invadido o Concerto da Primavera. As árvores do jardim secaram e as flores apodreceram; já não se ouvia música, apenas o silêncio da morte. E então aí o maestro virou-se de frente para o público, esticou os braços para o céu estrelado e vergou-se, arrebatado. Finalmente conseguiu dar vida à música da morte.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
SALADA DE PEIXE
O escadote foi chamado mais uma vez, agora para montar o candeeiro octogonal renascentista que pesava nos braços esticados do Mário. Os três de olhos postos na viga do tecto da garagem, boquiabertos com as bochechas carminas do rapaz, tal não era o seu esforço. A Ana esperava impacientemente a palavra de ordem, encostada junto à caixa preta da electricidade. “Já está!”, disse ele, e ela quase que puxava o botão para cima. Quase. Não aconteceu nada, a não ser o flash da máquina do Tagas a bater nos refegos da barriga imaculada do Mário e o Gordo a dizer: “É assim que os acidentes acontecem!”.
(Vinte minutos mais tarde, nos sofás)
- Então e comeram a salada de peixe? Como é que está? Está boa? – indagou a Ana.
- É tipo, imagina... salada russa. É basicamente isso mas com peixe - esclareceu o Gordo.
- Mas tem batata?
- Tem. Tem batata, couve-flor, brócolos.
- Tem é brócolos, que é uma merda! - reclamou o Mário.
- Odeio é quando os brócolos vêm muita cozidos – opinou a Ana, de imediato.
- Pois EU ODEIO quando os brócolos vêem! – gesticulando o sinal universal para terminar uma conversa.
“Odeio quando os brócolos vêem!” – repetiu a Ana, largando uma gargalhada estridente.
- Pá, odeio brócolos, odeio BRÓCOLOS!
- Alguém tem um isqueiro? -, perguntou o Gordo sem resposta.
- Pá, não tem a ver com ser fã ou não ser fã. Eu NÃOOOOOO! – gritou o Mário.
- Pá, eu não como ervilhas. – opinou novamente a Ana.
. NÃOOOO NÃOOOO NÃOOO”! Não como brócolos!
(Vinte minutos mais tarde, nos sofás)
- Então e comeram a salada de peixe? Como é que está? Está boa? – indagou a Ana.
- É tipo, imagina... salada russa. É basicamente isso mas com peixe - esclareceu o Gordo.
- Mas tem batata?
- Tem. Tem batata, couve-flor, brócolos.
- Tem é brócolos, que é uma merda! - reclamou o Mário.
- Odeio é quando os brócolos vêm muita cozidos – opinou a Ana, de imediato.
- Pois EU ODEIO quando os brócolos vêem! – gesticulando o sinal universal para terminar uma conversa.
“Odeio quando os brócolos vêem!” – repetiu a Ana, largando uma gargalhada estridente.
- Pá, odeio brócolos, odeio BRÓCOLOS!
- Alguém tem um isqueiro? -, perguntou o Gordo sem resposta.
- Pá, não tem a ver com ser fã ou não ser fã. Eu NÃOOOOOO! – gritou o Mário.
- Pá, eu não como ervilhas. – opinou novamente a Ana.
. NÃOOOO NÃOOOO NÃOOO”! Não como brócolos!
A mulher veneziana
A ponte dos suspiros estava lá com ela, de braços cruzados, consentindo impávida o seu fingimento ao cirandar pelos canais dédalos que lhe castravam o anseio de chegar ao mundo. Mas que amaldiçoado âmago poento da mulher veneziana, fantasma de ouro, carnaval de persiana. Era meretriz de ideias inconstantes, ora convulsas ora vagantes, levada pela força da invisibilidade, tinta de escrutínio, saudação muda. O vazio tornara-se um fardo demasiado pesado para carregar às costas em dias de chuva: caiu aos pés do mar e enxugou nele as suas lágrimas, pois era a ele que pertenciam.
Todos os finais de tarde junto à ponte, manchava as calças de fina seda italiana com o suco fresco que escorria das grossas talhadas de melancia que roubava no mercado. E quando se punha noite, a longa cabeleira rubro acre aconchegava-lhe as clavículas ossudas e louvava as ondas do mar que se esquivam umas das outras eternamente. E era com a força da espuma cor de salmão que a veneziana experimentava lançar redes de pesca ao mar, exaltar a pujança dos operários das fábricas em poesia, igualar a precisão dos calceteiros da cidade. Mas infelizmente as redes não apanhavam senão grãos de areia, conchas e beatas, a folha branca permanecia vazia de exaltação e a calçada desalinhada servia de almofada a joelhos em chama.
Os seus longos suspiros apiedavam os habitantes da cidade dos mil canais: o peixeiro, o ourives, o mercenário e/ou sapateiro. Desde sempre que a ideia de uma mulher em apuros é bem mais estimulante que a ideia de uma mulher em liberdade. Porra.
E foi assim que, deslumbrada pelo brilho intenso da manhã, a mulher veneziana, como o elefante que se afasta do grupo para morrer em solidão, ordenou à gôndola que cirandasse para sempre pelos canais dédalos e fugidios de Veneza.
Todos os finais de tarde junto à ponte, manchava as calças de fina seda italiana com o suco fresco que escorria das grossas talhadas de melancia que roubava no mercado. E quando se punha noite, a longa cabeleira rubro acre aconchegava-lhe as clavículas ossudas e louvava as ondas do mar que se esquivam umas das outras eternamente. E era com a força da espuma cor de salmão que a veneziana experimentava lançar redes de pesca ao mar, exaltar a pujança dos operários das fábricas em poesia, igualar a precisão dos calceteiros da cidade. Mas infelizmente as redes não apanhavam senão grãos de areia, conchas e beatas, a folha branca permanecia vazia de exaltação e a calçada desalinhada servia de almofada a joelhos em chama.
Os seus longos suspiros apiedavam os habitantes da cidade dos mil canais: o peixeiro, o ourives, o mercenário e/ou sapateiro. Desde sempre que a ideia de uma mulher em apuros é bem mais estimulante que a ideia de uma mulher em liberdade. Porra.
E foi assim que, deslumbrada pelo brilho intenso da manhã, a mulher veneziana, como o elefante que se afasta do grupo para morrer em solidão, ordenou à gôndola que cirandasse para sempre pelos canais dédalos e fugidios de Veneza.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
o chá da vulva
Que linguagem sôfrega da mão
nos mamilos brancos
em corpo de leite derramados
e que deleite,
e que convulsão,
ouvir o gemido sagaz
ao ouvido da vulva cálida,
tão voraz
que anseia pálida
mel ejaculado no regaço
e que opulentas cuecas
junto à perna da cama
em sono profundo
cansadas
nos mamilos brancos
em corpo de leite derramados
e que deleite,
e que convulsão,
ouvir o gemido sagaz
ao ouvido da vulva cálida,
tão voraz
que anseia pálida
mel ejaculado no regaço
e que opulentas cuecas
junto à perna da cama
em sono profundo
cansadas
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Lassa
Outrora ínsua de braços em pólvora e chapéus em espiral, à mercê dos desígnios do pranto salgado e das mulheres de buços brutos serenados pelos raios de sol de Maio, Lassa parece ter sido exilada da Terra. Não mais se ouviu o seu espreguiçar. Atroz languidez que se despenhou aos ziguezagues por quelhos esconsos que um dia viram passar um homem de capachinho na mão, intrigado com o aparato fogueteiro que queimava o céu constelado. Cecília ainda se recorda da Lassa antiga, aquela das cervejas condimentadas com pimenta das Arábias, dos toques das campainhas que se desfaziam em pó nas mãos das criancinhas, das correrias, do pão, da lezíria e dos juncus marginatos. Não mais pensou em entregar-se de novo àquela cidade estonteante que a viu tornar-se mulher. Quando ela passava pela pracinha do centro não havia olhar masculino que não se revirasse de tesão, muito menos mulher que não comentasse o seu decote cuidadosamente bordado à mão. E numa madrugada em que o vento fazia as flores do prado roçarem umas nas outras, dando a impressão de sussurrarem baixinho, Cecília fez as malas e deixou Lassa. Talvez tenha sido por isso que Lassa deixou de ser a mesma. Talvez a imagem de Cecília, de costas voltadas para a ínsua, num barco de pescadores a trabalhar vagarosamente tenha despertado tamanha tristeza. Lassa é agora a ínsua dos desgostosos, dos que caíram no vazio da alma, dos expatriados, dos marinheiros enxovalhados.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
circo de zebus
Da mesma maneira que o sangue da noite estancou, a alma em flecha e o circo chegou à cidade. A tenda amarelo amendoim desmaiada pelo sol, qual testa que esbarra contra o chapéu do ilusionista e uns quantos lémures no apêndice vermelho-coral. A arena vestida de camelo e descuidadamente suspensa no ar atiça os dentes do zebu que por terem sido serrados à pressa pelo veio da navalha reproduzem em câmara lenta as mãos da criança cravadas nas pregas vincadas do vestido em forma de leque. Xeque-mate! Os malabaristas estátuas, em pose vigilante, de cócoras vergados, como se esperassem as planícies fátuas aguadas de tesão. É a vez do ruído das rodas da jaula octogonal rutilante, do vapor menta-hortelã, das narinas rectas e peganhentas. Plateia muda, apenas o rumorejo dos zebus que só pensam em andar ao verde. E nisto, tromba erecta derruba bancadas e expressões esfrangalhadas. Chamam por Vénus vezes sem vez e o que vêem são esquinas de boca esbranquiçadas. (o elefante entra em cena); o circo não mais tornou a ser o mesmo, tomou posse da carne da viúva, do aleijado, do cabrito desdentado, encabritando-se em confrontos de braço de ferro, cuja violência se assemelha à natureza do homem. Poder-se-ia perguntar: e o servo inútil?, e aí sim, ouvir-se-ia, com uma voz rouca e encrespada: Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes. Palavra da salvação. Ámen.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
kubaza
planície casca de laranja (Octávia) cidade teia de aranha
Faltou-lhes bengala entre as... Barrete! Fugiram com a massambala e a bunda entre as pernas, andar trôpego entupido, marufo que escorrega, desinibido, ponto de fuga, sugado, sanguessuga arame farpado choramingou um tipo fajuto derrotado.
Voltaram quando deixaram de acreditar em alunagens. Em paisagens púrpuras, moinhos de vento tricotados em lã, esculturas esculpidas, rebuçados de cobre e arre! sou filho da puta e se me sento jamais me levanto e se me deito jamais adormeço na minha despensa conservada trancada à chave ao lado de atuns e desnatados.
Faltou-lhes bengala entre as... Barrete! Fugiram com a massambala e a bunda entre as pernas, andar trôpego entupido, marufo que escorrega, desinibido, ponto de fuga, sugado, sanguessuga arame farpado choramingou um tipo fajuto derrotado.
Voltaram quando deixaram de acreditar em alunagens. Em paisagens púrpuras, moinhos de vento tricotados em lã, esculturas esculpidas, rebuçados de cobre e arre! sou filho da puta e se me sento jamais me levanto e se me deito jamais adormeço na minha despensa conservada trancada à chave ao lado de atuns e desnatados.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Folhadão de Frango com Caril
Ingredientes
- 4 peitos de frango
- 1 cebola grande
- 2 dentes de alho
- cogumelos portobello (uma embalagem)
- 1 pimento verde
- 1 pimento vermelho
- margarina
- sal
- gengibre
- orégãos
- açafrão das índias
- pimenta preta
- duas colheres de sopa de caril
- limão
- natas porcini
- massa folhada congelada
- gema de ovo
- pedacinhos de bacon fritos
Preparação do recheio
Antes de mais, pré-aquecer o forno a 200º C.
Cozem-se os peitos de frango num tacho e adiciona-se sal. Num almofariz, esmagam-se os dentes de alho, sal, pimenta, caril, sumo de limão, orégãos, açafrão das índias e gengibre. Numa frigideira grande, derrete-se um pouco de margarina e a cebola picadinha e deixa-se alourar. Juntam-se os pimentos cortados em tirinhas, os cogumelos portobello e a papa anterior envolvendo-se tudo com muita paixão. Depois, acrescenta-se o frango já desfiado e rectificam-se os temperos (sal , pimenta moída no momento e caril). Por último, adicionam-se as natas porcini.
Preparação da massa
Forrar uma forma (redonda, de preferência) com metade da massa folhada, espalhar o recheio ainda morno e cobrir com a massa restante. Por último, pincela-se agema do ovo, adicionam-se os pedacinhos de bacon frito e vai ao forno por 20 minutos. Delícia!
Receita de: Anocas Ardente
- 4 peitos de frango
- 1 cebola grande
- 2 dentes de alho
- cogumelos portobello (uma embalagem)
- 1 pimento verde
- 1 pimento vermelho
- margarina
- sal
- gengibre
- orégãos
- açafrão das índias
- pimenta preta
- duas colheres de sopa de caril
- limão
- natas porcini
- massa folhada congelada
- gema de ovo
- pedacinhos de bacon fritos
Preparação do recheio
Antes de mais, pré-aquecer o forno a 200º C.
Cozem-se os peitos de frango num tacho e adiciona-se sal. Num almofariz, esmagam-se os dentes de alho, sal, pimenta, caril, sumo de limão, orégãos, açafrão das índias e gengibre. Numa frigideira grande, derrete-se um pouco de margarina e a cebola picadinha e deixa-se alourar. Juntam-se os pimentos cortados em tirinhas, os cogumelos portobello e a papa anterior envolvendo-se tudo com muita paixão. Depois, acrescenta-se o frango já desfiado e rectificam-se os temperos (sal , pimenta moída no momento e caril). Por último, adicionam-se as natas porcini.
Preparação da massa
Forrar uma forma (redonda, de preferência) com metade da massa folhada, espalhar o recheio ainda morno e cobrir com a massa restante. Por último, pincela-se agema do ovo, adicionam-se os pedacinhos de bacon frito e vai ao forno por 20 minutos. Delícia!
Receita de: Anocas Ardente
Subscrever:
Mensagens (Atom)
